Júri

Manuel Alegre de Melo Duarte, Presidente do júri (Águeda, Portugal, 1936), estudou Direito na Universidade de Coimbra, onde foi activo dirigente estudantil. Destacada figura da resistência, esteve preso e passou dez anos no exílio. «Praça da Canção» e «O Canto e As Armas», apesar de proibidos, circularam clandestinamente. Muitos dos seus poemas foram musicados e cantados. Deputado, vice-presidente da AR, é membro do Conselho de Estado. Escritor e poeta, recebeu entre outros, o Prémio Pessoa, o Grande Prémio de Poesia da APE e o Prémio Dom Dinis pelo seu último livro «Doze Naus», Foi criada na Universidade de Pádua uma cátedra com o seu nome sobre literatura portuguesa.

 

José Castello (Rio de Janeiro, Brasil, 1951), é um crítico literário, escritor e jornalista radicado em Curitiba. Mestre em Comunicação pela Universidade Federal do Rio de Janeiro, é Colunista do suplemento “Prosa & Verso”, de “O Globo”. No Globo On Line, mantém o blog “A literatura na poltrona” (www.oglobo.com.br/blogs/literatura). É colaborador regular do suplemento Eu&, do jornal “Valor Econômico”, de São Paulo, e do mensal “Rascunho”, de Curitiba. Foi cronista semanal de “O Estado De São Paulo” e editor dos suplementos “Idéias/Livros” e “Idéias/Ensaios”, do “Jornal do Brasil” (Prémio da Associação Paulista de Críticos de Arte e Prémio Estácio de Sá). Autor, entre outros, de Ribamar (romance, Bertrand Brasil, 2010, semifinalista do Prémio Portugal Telecom de Literatura 2011), A literatura na poltrona (ensaios literários, Record, 2005), O poeta da paixão (biografia do poeta Vinicius de Moraes, Companhia das Letras, 1993, prémio Jabuti), Fantasma (romance, Record, 2001, menção honrosa no Prémio Casa de las Américas) e Inventário das sombras (retratos literários, Record, 1999). 

 

José Carlos Seabra Pereira é Professor de Literatura Portuguesa e de Teoria da Literatura na Faculdade de Letras da Universidade de Coimbra e na Faculdade de Letras da Universidade Católica, leccionou na Universidade de Poitiers, em França, onde obteve o Doctorat de Troisième Cycle. É autor de numerosos trabalhos sobre temas de Literatura Portuguesa finissecular. Foi Presidente da Comissão Científica do Grupo de Estudos Românicos, Director do Instituto de Língua e Literatura Portuguesas e Membro da Comissão Coordenadora do Conselho Científico da FLUC.

 

Lourenço Joaquim da Costa Rosário (Marromeu, Moçambique, 1949) é doutorado em Letras e licenciado em Filologia Românica pela Universidade de Coimbra e Bacharel em Filologia Românica pela Universidade de Lourenço Marques, é Reitor da Universidade Politécnica de Maputo, Professor Convidado na Universidade Eduardo Mondlane, na mesma cidade, Professor Associado na Universidade Nova de Lisboa e Professor Catedrático na Universidade de Lecce, Itália. Publicou várias obras e tem mais de uma centena de artigos e entrevistas publicadas em jornais, revistas científicas e informativas, sobre diversos temas. É Mestre de Conferências na Universidade de Santiago de Compostela, em Espanha, e na Universidade de Hamburgo, na Alemanha. Para além de outras funções ligadas à defesa e preservação da língua portuguesa, faz também parte do seu vastíssimo currículo a Presidência do projecto Fundo Bibliográfico da Língua Portuguesa. Foi membro do Júri do Prémio Camões em 2003 e 2004 e do Concurso Ernst & Young 2007.

 

Nuno Júdice (Mexilhoeira Grande, Portugal, 1949) estudou Filologia Românica, em particular a literatura medieval ibérica. Cedo começou a sua actividade de crítico literário na revista O Tempo e o Modo. Figura influente da poesia contemporânea em Portugal, publicou vários livros de poesia, romances e ensaios, já traduzidos em diversas línguas. Nas décadas de 80 e 90 viveu na Suíça e, mais tarde, regressou a Portugal para leccionar Literatura Comparada na Faculdade de Ciências Sociais e Humanas da Universidade Nova de Lisboa. Em 1996 criou a revista Tabacaria, com sede na Casa Fernando Pessoa. Recebeu, entre outros, o prémio de poesia Pablo Neruda (1973) e o Grande Prémio de Poesia da Associação Portuguesa de Escritores (1994). Exerceu o cargo de Conselheiro Cultural na Embaixada de Portugal em Paris até 2003, ano do seu regresso a Lisboa.

 

Pepetela (Artur Carlos Maurício Pestana dos Santos, n. 1941 em Benguela, Angola) é um dos mais conhecidos autores africanos de língua portuguesa. Estudou engenharia no Instituto Superior Técnico, em Lisboa, transferindo-se mais tarde para o curso de Letras. Em 1963, torna-se militante do MPLA e, mais tarde, frequenta a Casa dos Estudantes do Império, em Lisboa, berço dos ideais de independência. Exilado em França e na Argélia, gradua-se posteriormente em Sociologia. Em 1975, após a independência do seu país, é nomeado Vice-Ministro da Educação no governo de Agostinho Neto. Em 1997 ganha o Prémio Camões pelo conjunto da sua obra e, em 2002, é galardoado com a Ordem de Rio Branco, Brasil. Actualmente, é professor de Sociologia na Faculdade de Arquitectura de Luanda, cidade onde reside.

 

Rita Chaves é Doutora em Letras pela Universidade de São Paulo, Brasil, e Professora e coordenadora de Literaturas Africanas de Língua Portuguesa na mesma instituição, é também investigadora associada do Centro de Estudos Afro-Asiáticos da Universidade Cândido Mendes, no Rio de Janeiro. É, igualmente, uma conhecida crítica literária no seu país.

 
Rua Cidade de Córdova, 2 (mapa)
2610 - 038 - Alfragide
Portugal

Telefone: +351 21 427 22 00
Telefone de texto para surdos: +351 21 427 22 73
Fax: +351 21 427 22 01

© 2008 - Leya - Todos os direitos reservados | Política de privacidade