Vencedor 2009

O Olho de Hertzog, de João Paulo Borges Coelho

 

A 13 de Outubro de 2009 o júri do Prémio LeYa deliberou conceder a segunda edição do prémio ao romance O Olho de Hertzog da autoria do escritor moçambicano João Paulo Borges Coelho.

Lia-se na acta do júri: «O romance vencedor restitui-nos o contexto histórico dos combates das tropas alemãs contra as tropas portuguesas e inglesas na I Guerra Mundial, na fronteira entre o ex-Tanganica e Moçambique, o confronto entre africânderes e ingleses, a emigração moçambicana para a África do Sul, a reacção dos mineiros brancos, as primeiras greves dos trabalhadores negros e a emergência do nacionalismo moçambicano, nomeadamente através da imprensa e dos editoriais do jornalista João Albasini.»

O troféu da segunda edição do Prémio LeYa foi entregue a João Paulo Borges Coelho a 4 de Março de 2010, em Maputo. Numa cerimónia realizada na Embaixada de Portugal, à qual assistiram centenas de convidados e jornalistas, o autor recebeu o prémio das mãos do presidente moçambicano Armando Guebuza, na presença do primeiro-ministro português, José Sócrates, e de Manuel Alegre, presidente do júri do Prémio LeYa, bem como de Isaías Gomes Teixeira, administrador-delegado da LeYa, e de Pedro Macedo, director-geral da LeYa Moçambique.

 

                                                 

 

Sobre O Olho De Hertzog

O que procura Hans Mahrenholz, um oficial alemão que se faz passar por empresário e jornalista inglês, nas ruas da Lourenço Marques de 1919, ainda no rescaldo da Grande Guerra? E por que não assume a sua verdadeira identidade? E por que procura desesperadamente um mulato com nome grego e uma longa cicatriz? E como o pode ajudar um dos mais famosos jornalistas dessa cidade, um mestiço assimilado e carismático?

Hans Mahrenholz (ou Henry Miller) chega ao norte de Moçambique num zepelim e é largado de pára-quedas, sozinho, em plena selva, com a missão de se juntar ao contingente do general Lettow. Consegue-o. Mas todo o resto da campanha militar é assombrada pela estação das chuvas, a floresta virgem, a malária e os confrontos com os exércitos inglês e português.

Quando chega a Lourenço Marques, Hans já não é o herói ingénuo e corajoso que se juntou a Lettow. É uma personagem misteriosa com uma missão misteriosa…

 

Sobre o autor

João Paulo Borges Coelho é um historiador e escritor moçambicano. Nasceu no Porto, em 1955, mas, sendo filho de pai transmontano e de Mãe moçambicana, cedo foi viver para Moçambique e adquiriu nacionalidade moçambicana.

Estudou em Moçambique, obtendo posteriormente um Doutoramento em História Económica e Social conferido pela Universidade de Bradford (Reino Unido) e uma Licenciatura em História conferida pela Universidade Eduardo Mondlane de Maputo, em Moçambique, onde hoje ensina História Contemporânea de Moçambique e África Austral. É, também, professor convidado no Mestrado em História de África da Faculdade de Letras da Universidade de Lisboa.

Tem-se dedicado à investigação das guerras colonial e civil em Moçambique, tendo publicado vários textos académicos em Moçambique, Portugal, Reino Unido, Espanha e Canadá.

Como escritor, estreou-se na ficção com As Duas Sombras do Rio em 2003. Foi o vencedor do Prémio José Craveirinha, de 2005, atribuído em 28 de Março de 2006, com o seu livro As Visitas do Dr. Valdez. Moçambique é o principal pano de fundo de todo o seu trabalho de ficção.

 

Obras publicadas

 

Romance e Novela:

As Duas Sombras do Rio, Editorial Caminho, 2003.

As Visitas do Dr. Valdez, Editorial Caminho, 2004,

Índicos Indícios I. Setentrião, Editorial Caminho, 2005.

Índicos Indícios II. Meridião, Editorial Caminho, 2005.

Crónica da Rua 513.2, Editorial Caminho, 2006

Campo de Trânsito, Editorial Caminho, 2007.

Hinyambaan, Editorial Caminho, 2008, ISBN 972-21-1972-9

 

Banda Desenhada:

Akapwitchi Akaporo. Armas e Escravos, Maputo, Ed. do Instituto Nacional do Livro e do Disco, 1981.

No Tempo do Farelahi, Maputo, Ed. do Instituto Nacional do Livro e do Disco, 1984 (o autor assina apenas João Paulo)

 
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