"Istambul, Istambul", de Burhan Sönmez
13 Abr 2018

A Dom Quixote anunciou esta semana a publicação, prevista para o próximo ano, do romance Istambul, Istambul, da autoria do escritor turco Burhan Sönmez, que esta semana foi anunciado, na Feira do Livro de Londres, vencedor do EBRD Literature Prize 2018.

Este Prémio, fundado pelo Banco Europeu para a Reconstrução e o Desenvolvimento (BERD), em parceria com o Bristish Council e a Feira do Livro de Londres, destina-se a reconhecer e promover a extraordinária riqueza, profundidade e variedade da cultura e história de alguns dos países em que o BERD investe. Propõe-se, ainda, a evidenciar a relevância dos escritores que retratem as aspirações e desafios que as populações enfrentam nessas regiões. Não menos importante, esta distinção reconhece o talento e o papel vital desempenhado pelo tradutor em tornar as histórias desses países acessíveis ao público anglófono. Neste enquadramento trata-se de um sério concorrente ao Man Booker International Prize.

O livro de Burhan Sönmez foi o escolhido de entre três obras, concorrendo com All the World’s a Stage, do russo Boris Akunin e Belladonna, da croata Dasa Drndic. Com o romance Istambul, Istambul, o autor traça-nos um retrato da Turquia dos dias de hoje, a Turquia de Recep Tayyip Erdogan, onde a liberdade de expressão é permanentemente posta em causa e outras limitações das liberdades individuais são uma realidade constante. Foi, aliás, devido a essa mesma realidade que Burhan Sönmez se viu obrigado a ir viver para Inglaterra, exilado, com receio de naturais represálias do poder instituído actualmente na Turquia.

Istambul, Istambul conta-nos a história de quatro prisioneiros que se encontram detidos nas celas subterrâneas de um centro de tortura: um taberneiro, um médico, um estudante e um activista político. Na tradição de obras como Decameron, os quatro, quando não estão a ser torturados, contam histórias sobre a cidade de Istambul e os motivos que os levaram à prisão, a forma por eles encontrada de melhor passarem o tempo. A narrativa subterrânea transforma-se então gradualmente naquilo que se passa no exterior.

O romance agora distinguido foi, até ao momento, traduzido em mais de 30 países. Portugal, através da LeYa/Dom Quixote, será um dos próximos.

 
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