21 março 2025
A Livraria Buchholz assinala o 10.º aniversário da morte de Herberto Helder com a exposição "1.ª Edição – Uma Autobibliografia", um evento único que apresenta a obra completa do poeta, incluindo todas as primeiras edições, raramente vistas em conjunto e ao vivo. A estas juntam-se correspondência com Sophia de Mello Breyner Andresen e Eduardo Lourenço, o relatório da censura a Apresentação do Rosto, e aparições pouco conhecidas em revistas e antologias independentes.
A mostra percorre quase 60 anos de palavras publicadas, desde a primeira e única edição do folheto O Amor em Visita (1958), com um raríssimo exemplar rasurado e emendado pelo próprio, às edições póstumas de Poemas Canhotos (2015) e da coletânea feita pela viúva, Olga Lima, Letra Aberta (2016).
Reunidas por um colecionador que deseja permanecer anónimo, destacam-se, entre muitas outras, as primeiras edições do livro de estreia, A Colher na Boca; de Os Passos em Volta, obra marcante da literatura portuguesa; do renegado Apresentação do Rosto; de O Corpo O Luxo A Obra e respetiva edição-pirata; e do histórico Cobra, livro que assinala o seu regresso, depois de um longo silêncio.
Autor reclusivo, que recusava dar entrevistas, que declinou o Prémio Pessoa e que se negava a aparições institucionais, Herberto Helder afastou-se também de novas edições dos mesmos livros, em prol de um texto em constante flutuação e sucessivas metamorfoses, naquilo a que chamaria “poema contínuo”. Este conjunto de títulos, textos explicativos e poemas destacados, permitem uma visão não só da obra completa, mas daquilo a que poderá chamar-se uma “autobibliografia”.
Herberto Helder nasceu a 23 de novembro de 1930, no Funchal e morreu em Cascais a 23 de março de 2015. Depois de passagens pelos movimentos surrealista e experimentalista, acabou por se distinguir como poeta único, sem escola. É recordado pela busca obsessiva do poema absoluto, universal. A consistência, intensidade e vigor da sua poesia, em torno de temas como os da mãe, da amante, do corpo e a natureza, com as presenças constantes do inconsciente e da metafísica, num confronto permanente entre a noite e o dia, a vida e a morte, fazem com que a sua obra seja considerada por muitos a mais importante da segunda metade do século XX português.
Com curadoria e textos da jornalista Joana Stichini Vilela e direção de arte e produção da designer Maria Manuel Lacerda, a exposição “Herberto Helder. 1.ª Edição – Uma Autobibliografia” estará patente na Livraria Buchholz até ao dia 21 de maio. A inauguração está agendada para esta sexta-feira, entre as 18h30 e as 20h30, e contará com um concerto-homenagem da banda de jazz SUMA.
Estão todos convidados a marcar presença na Buchholz e a divulgar esta mostra inédita junto de familiares e amigos.
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