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27 novembro 2023

Resultados do estudo "Bem-estar e felicidade nas escolas portuguesas"

Foram esta semana apresentados publicamente, no Oceanário de Lisboa, os resultados do estudo exploratório – "Bem-estar e felicidade nas escolas portuguesas", uma iniciativa conjunta da Escola Amiga da Criança (LeYa Educação, CONFAP e Eduardo Sá) em parceria com a Faculdade de Educação e Psicologia da Universidade Católica Portuguesa, a Católica Porto Business School, o Instituto Superior de Ciências Sociais e Políticas da Universidade de Lisboa, o Instituto de Saúde Ambiental/Faculdade de Medicina da Universidade de Lisboa e a equipa Aventura Social, com o apoio da EGF. O estudo implicou a realização, no último ano letivo, de inquéritos a mais de cinco mil professores e a mais de três mil alunos de todos os níveis de ensino.

Objetivos

O estudo "Bem-estar e felicidade nas escolas portuguesas" pretendeu caraterizar a perceção de felicidade dos alunos e professores portugueses na escola, atendendo às dimensões de bem-estar geral, bem-estar na escola e esperança, e, ainda, identificar, por um lado, a influência dos contextos e/ou ecossistemas (escola, colegas e família) e, por outro, a importância que a perceção de um desenvolvimento sustentável do planeta tem na perceção de felicidade.

A sessão de apresentação contou com a presença de inúmeros Diretores de Agrupamentos de Escolas Públicas e de Colégios Privados, do Diretor Geral de Educação, do Coordenador de Estudos do Ministério da Educação e de membros do Conselho Nacional de Educação.

 

Contexto: criar crianças felizes é o maior desejo da maioria das civilizações

 

Criar crianças felizes enquanto aprendem, e não apenas nos momentos de lazer, aos fins de semana ou longe da escola. Na escola, as crianças desenvolvem-se como pessoas, estabelecendo redes sociais significativas e desenvolvendo as suas competências sociais e emocionais, tornando, assim, a escola num dos contextos mais influentes no desenvolvimento de crianças e adolescentes (juntamente com as famílias e o grupo de pares) e, para além do mais, um poderoso potencial elevador social, garante da equidade e da democracia nas gerações futuras.

 

Objetivos

 

O presente estudo pretendeu caraterizar a perceção de felicidade dos alunos e professores portugueses na escola, atendendo às dimensões de bem-estar geral, bem-estar na escola e esperança, e, ainda, identificar, por um lado, a influência dos contextos e/ou ecossistemas (escola, colegas e família) e, por outro, a importância que a perceção de um desenvolvimento sustentável do planeta tem na perceção de felicidade.

 

Participantes

 

Foram incluídos 5038 professores entre os 20 e os 70 anos, 85,8% dos quais mulheres, e 3130 alunos entre os 9 e os 20 anos, dos quais 52,1% do género feminino, de todo o país, que foram inquiridos, por autorrelato, com diversos instrumentos adequados aos temas em análise. A auscultação foi realizada entre 21 de novembro de 2022 e 21 de janeiro de 2023.

 

Aspetos-chave em alunos e professores

 

• Os alunos apresentam, no geral, valores de felicidade superiores aos dos professores.

• Há uma diferença substancial entre as expetativas dos alunos quanto ao seu bem-estar hoje e aquele que esperam alcançar dentro de 5 anos; em menor grau, também os professores esperam alcançar maior bem-estar dentro de 5 anos.

• Os professores têm maiores preocupações de sustentabilidade e ambientais do que os alunos.

Determinantes do bem-estar geral nos alunos

• Os contextos “família” e “colegas/ grupo de pares” são os mais importantes na explicação do bem-estar dos alunos.

• A regulação das emoções, os professores e o desempenho escolar também contribuem positivamente para o bem-estar dos alunos.

• Os rapazes apresentam uma auto perceção de maior bem-estar do que as raparigas.

• Para o género feminino a família é o fator mais relevante para o seu bem-estar geral, seguido dos colegas/ grupo de pares e da regulação das emoções.

• Para os rapazes, os fatores mais explicativos do bem-estar são os colegas/grupo de pares, seguidos da família.

• Os professores contribuem mais para o bem-estar das raparigas do que para o dos rapazes.

• O contexto socioeconómico afeta negativamente o bem-estar no género feminino, mas não no masculino.

 

Determinantes do bem-estar dos alunos na escola (empenho e pertença à escola)

 

• O clima (ecossistema) “família” é o aspeto mais importante no bem-estar geral, e o clima “professores” é o que melhor explica o bem-estar na escola.

• Os rapazes apresentam maior bem-estar geral do que as raparigas, mas, na escola, o seu bem-estar é inferior, resultado algo inesperado.

• Os alunos das escolas públicas revelam menor sentimento de bem-estar na escola do que os das privadas, embora revelem maior perceção de bem-estar geral.

• O desempenho dos alunos não parece ser determinante para o seu bem-estar na escola, mas sim para o seu bem-estar geral.

• O contexto socioeconómico não influencia a perceção de bem-estar na escola (empenho e pertença) dos alunos, o que revela bons níveis de equidade nas escolas.

• As preocupações ambientais têm impacto positivo no bem-estar na escola dos alunos e alunas, e no bem-estar geral dos rapazes.

 

Determinantes do bem-estar geral e do bem-estar na escola dos professores

 

• Os climas (ecossistemas) “alunos” e “família” são os aspetos que surgem mais associados ao bem-estar geral, e o clima “colegas” é, de longe, o aspeto mais importante a explicar o bem-estar dos professores na escola. Ou seja, os professores consideram os outros professores como elemento preponderante para o seu bem-estar na escola.

• Os professores das escolas públicas apresentam índices de bem-estar geral e na escola mais baixos do que os das privadas.

• As preocupações ambientais têm impacto negativo, no bem-estar geral e na escola, dos professores – resultado contrário ao que acontece no caso dos alunos.

• Os professores do género masculino apresentam níveis de bem-estar geral mais elevado do que as professoras (resultado similar ao dos alunos).

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